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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Trabalhador morre eletrocutado em Caxias do Sul/RS

Caxias do Sul/RS - Um homem de 55 anos morreu na manhã do dia 10 de agosto em Caxias do Sul/RS, vítima de choque elétrico. Ele trabalhava na instalação de uma cobertura metálica, quando o andaime encostou na fiação elétrica. O funcionário recebeu a descarga elétrica, foi arremessado contra o muro e morreu na hora. A energia vinda dos fios alimenta o transformador da empresa e passava a uma altura de aproximadamente oito metros. Outro funcionário que ajudava a vítima conseguiu escapar.
Data: 11/08/2010 / Fonte: Pioneiro

Quase Acidentes São Sinais de Alerta

Você deixa alguma coisa pesada cair de suas mãos e não acerta o próprio pé. Isto é um acidente, mas sem grandes conseqüências ou mesmo um pequeno ferimento. Você sabe o que geralmente faz com que um quase acidente não seja um acidente com ferimentos? Geralmente é uma fração de segundo ou uma fração de espaço. Pense bem. Menos de um segundo ou um centímetro separa você ou uma pessoa de ser atropelado por um carro.
Esta diferença é apenas uma questão de sorte? Nem sempre. Suponha que você esteja voltando para a casa à noite de carro e por pouco não tenha atropelado uma criança correndo atrás de uma bola na rua. Foi apenas sorte você ter conseguido frear no último segundo a poucos centímetros da criança?
Não. Um outro motorista talvez tivesse atropelado a criança. Neste exemplo os seus reflexos podem ter sido mais rápido, ou talvez você estivesse mais alerta ou mais cuidadoso. Seu carro pode ter freios melhores, melhores faróis ou melhores pneus.
De qualquer maneira, não se trata de sorte, apenas o que faz com que um quase acidente não se torne um acidente real. Quando acontece algo como no caso da criança quase atropelada, certamente, você reduzirá a velocidade sempre que passar novamente pelo mesmo local, você sabe que existem crianças brincando nos passeios e que, de repente, elas podem correr para a rua.
No trabalho um quase acidente deve servir como aviso da mesma maneira. A condição que quase causa um acidente pode facilmente provocar um acidente real da próxima vez em que você não estiver tão alerta ou quando seus reflexos não estiverem atuando tão bem.
Tome por exemplo, uma mancha de óleo no chão. Uma pessoa passa, vê, dá a volta e nada acontece.
A próxima pessoa a passar pelo local não percebe o óleo derramado, escorrega e quase cai. Sai desconcertado e resmungando. A terceira pessoa, infelizmente, ao passar, escorrega, perde o equilíbrio e cai, batendo com a cabeça em qualquer lugar ou esfolando alguma parte do corpo.Tome um outro exemplo.
Um material mal empilhado se desfaz no momento que alguém passa por perto. Pelo fato de não ter atingido esta pessoa, ela apenas se desfaz do susto e diz. “Puxa, essa passou por perto!”
Mas se a pilha cai em cima de alguém que não conseguiu ser mais rápido o bastante para sair do caminho e se machuca, faz-se um barulho enorme e investiga-se o acidente.
A conclusão é mais do que óbvia. NÓS DEVEMOS ESTAR EM ALERTA PARA O QUASE ACIDENTE. Assim evitamos ser pegos por acidentes reais. Lembre-se que os quase acidentes são sinais claros de que algo está errado.
Exemplo: Nosso empilhamento de material pode estar mal feito; a arrumação do nosso local de trabalho pode não estar boa. Vamos verificar nosso local de trabalho, a arrumação das ferramentas e ficar de olhos bem abertos para as pequenas coisas que podem estar erradas.
Relate e corrija estas situações.
Vamos tratar os quase acidentes como se fossem um acidente grave, descobrindo suas causas fundamentais enquanto temos chance, pois só assim conseguiremos fazer de nosso setor de trabalho um ambiente mais sadio.

Respeite os Pequenos Ferimentos

Quando dizemos que o João se machucou ontem, querermos dizer que algo de sério aconteceu com ele. Normalmente não consideramos arranhão, uma pancada na cabeça, uma pancada na coxa como machucado ou ferimento. Ao pensarmos assim, estamos parcialmente certos, mas parcialmente errados também. Os pequenos ferimentos não nos preocupam porque não nos afastam do trabalho, nem requerem internação.
Isto é verdade desde que tomemos pequenas medidas para que a coisa não fique grave. Quantos exemplos temos aqui para mostrar que aqueles pequenos ferimentos pode ser um princípio de problema sério. Existem milhares de casos em todo o Brasil em que pessoas não deram a devida importância daqueles pequenos ferimentos e que mais tarde teve uma perna amputada, um órgão extraído ou mesmo até a morte, porém tais casos não são divulgados.
Um jogador de futebol americano recebeu uma forte bloqueio de corpo no meio do campo. Saiu do jogo sentindo-se muito bem e depois de algum tempo foi para casa. Ele morreu no dia seguinte por ter sido vítima de uma ruptura do baço. Por mais estranho que possa parecer, algumas vezes uma pessoa pode até sofrer uma fratura sem que se perceba disto, negligenciando o caso. Estes são apenas alguns dos motivos que nos levam a querer que você relate qualquer ferimento, qualquer pancada, qualquer queda recebidos em casa, no trabalho, na rua e receba o tratamento que deve ter o caso. Provavelmente a unidade de saúde com alguns cuidados de primeiros socorros, deixará você novo num minuto, porém, não faça auto-medicação, achando que não precisa de tratamento porque não está se sentindo muito mal.
Um outro ponto. A menos que você seja bem treinado em primeiros socorros e que esteja autorizado a lidar com estes casos, não brinque de médico tratando outras pessoas, fazendo aplicações em pessoas que não estejam se sentindo bem. Você poderá provocar muito mais mal do que bem. Relate todos os ferimentos, pequenos ou grandes, no momento em que acontecem e faça o tratamento imediato com as pessoas que estão qualificadas para isto.

Média Sálarial Tecnico em Segurança do Trabalho


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bomba de navio-tanque explode no Porto do Recife deixando quatro feridos

Uma bomba do navio-tanque Praia do Sancho, que faz transporte de combustível, explodiu na manhã desta sexta-feira (6), no cais do Porto do Recife. Quatro pessoas ficaram feridas, sendo duas em estado grave.

Os feridos tiveram parte do corpo queimada. São eles: José Arimatéia da Silva, de 50 anos; Valdemar Goes Júnior, 47; José Cícero Moreira, 27; e Francisco Alves da Silva, 56. Eles foram socorridos para o Setor de Queimados da Hospital da Restauração (HR), no Derby.

Waldemar Câmara e José Cícero Moreira estavam próximos ao tanque e sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus em 95% do corpo, além de lesões no trato respiratório, e o estado de saúde de ambos é gravíssimo, de acordo com boletim da assessoria do HR divulgado no final da tarde desta sexta-feira (6). Eles chegaram à emergência entubados, passaram por curativos profundos e encontram-se sedados, respirando com a ajuda de aparelhos na UTI de Traumatologia.

José Arimatéria da Silva estava no convés e seus ferimentos foram mais leves. Com o impacto da explosão ele foi arremessado e bateu com a cabeça, sendo por isso avaliado por um neurologista. Ele apresenta queimaduras na cabeça e recebe atendimento na Unidade de Traumatologia.

Francisco Alves já teve alta do hospital. Ele também foi arremessado pela explosão, mas caiu na água e teve o impacto amenizado. Ele apresenta queimaduras na perna, braço e rosto, e deverá ser acompanhado no ambulatório do Centro de Tratamento de Queimados do HR.

O acidente na embarcação da empresa Agemar Transportes ocorreu por volta das 8h30, durante a manutenção do equipamento, que não suportou a carga da corrente elétrica. O barco levava óleo diesel e gasolina para o ancoradouro do Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, mas estava vazio na hora da explosão, pois iria receber nova carga para fazer mais uma viagem.

Antônio Souza, funcionário do navio-tanque, estava perto do barco na hora da explosão e ajudou a socorrer os feridos. “Eu estava trocando de roupa e quando eu voltei vi o barco pegando fogo. Eles gritavam pedindo socorro. Então a gente fez os primeiros socorros”, contou.

O Praia do Sancho estava ancorado em frente ao Armazém 14 desde a semana passada, quando havia chegado de Noronha. Com o impacto da explosão, partes do barco foram parar a mais de cem metros de distância (foto 5). Os bombeiros resfriaram o local para evitar novos acidentes.

O engenheiro de manutenção da Agemar, Fernando Fragoso, não sabia ainda afirmar qual a causa da explosão e disse também que prefere se pronunciar sobre o caso após as investigações, que serão coordenadas pela Capitania dos Portos.

Segundo informações do tenente Michel, os peritos da Marinha foram ao local fazendo apurações para chegar às causas do acidente, mas não há previsão para concluir o inquérito administrativo. A Capitania vai apurar quais pessoas estavam a bordo da embarcação, as atividades que elas desenvolviam, os procedimentos de segurança que eram necessários e se eles estavam sendo tomados.

Em nota oficial, liberada no início da tarde, o Porto do Recife disse que, assim que foi informado, adotou “todos os procedimentos de segurança necessários para isolar o local e informar ao Corpo de Bombeiros e ambulância”.

Também através da nota, disse que, pela explosão ter ocorrido dentro da embarcação, não será necessária a interdição do cais 13. A Gerência de Meio Ambiente do Porto também esteve no local, e não constatou nenhum vazamento de óleo no mar.
Da Redação do pe360graus.com

Para refletir

A vida é uma escola, e o professor é o mundo