Bem-vindo à Segurança no Trabalho

O blog para profissionais de saúde, segurança do trabalho e Meio Ambiente. Oferecemos informações técnicas, além de produzir e fornecer conteúdo eletrônico.
Mande seu material para ser postado no blog, ou solicite vídeos, arquivos, materiais pelo e-mail

mendel.seg.trabalho@gmail.com

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Trabalhador morre esmagado em acidente de trabalho em Rio Claro/SP

Rio Claro/SP - A polícia vai investigar a morte do mecânico de manutenção Douglas Mesquita do Nascimento, 23 anos, ocorrida na terça-feira, 26, por volta das 14h em um condomínio de indústrias localizado na Rodovia Washington Luis, quilômetro 171 em Rio Claro.
O mecânico morreu esmagado durante manutenção que era realizada por ele e outro funcionário em um equipamento que continha sistema pneumático, o qual foi acionado após o retorno de uma súbita queda de energia.
Douglas foi socorrido por uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros até o PSMI da Santa Casa, não resistiu e faleceu após o socorro.
Peritos compareceram ao local, bem como a delegada plantonista.

Fonte: Canal Rio Claro

Segurança no Trabalho com linha energizada



Para a realização segura de uma instalação elétrica em linhas energizadas, o eletricista deve usar os EPIs indicados ao trabalho e ter plena capacitação na área. Visando a proteção destes profissionais, a Leal conta com uma gama completa de ferramentas isolantes para trabalhos sob tensões de até 1000 V, que atendem às novas exigências da NR 10. Com certificação internacional da norma IEC 900, as ferramentas oferecem maior segurança ao usuário, além de maior durabilidade e resistência quanto à utilização. Mais informações pelo site www.leal.com.br ou pelo fone (11) 2189-5370

Acidentes são mais comuns entre os menos qualificados

Foto: Edson dos Santos
Santos/SP - Os operários de menor nível de escolaridade são as maiores vítimas de acidentes no trabalho no porto de Santos. Essa avaliação é praticamente aceita por todos no cais. Segundo Fábio Luiz do Nascimento, supervisor de treinamento do Órgão de Gestão da Mão de Obra (Ogmo), a maioria dos acidentes ocorre com trabalhadores de capatazia, ligados ao Sintraport, e com os estivadores. Essas duas categorias são as maiores do porto. "O fator cultural influi nos acidentes e o ambiente de trabalho é perigoso. Qualquer acidente é com lesão grave", afirma Nascimento.

Em 2008, o Ogmo contabilizou 138 acidentes, dos quais 73 com afastamento do trabalho, mas a entidade não possui um levamento sobre a relação entre os acidentes e o nível de escolaridade do trabalhador.

A busca do ganho por produção, que se acrescenta ao salário básico, leva os trabalhadores a atuar com maior esforço e mesmo com maior insegurança, explica o estivador Mauro Assis. "Quando depende da produção, para não parar o trabalho, os riscos aumentam. Trabalhei em um navio de contêineres no qual em certo momento faltou energia elétrica, ficou muito escuro. Mesmo assim, a operação continuou porque é desse segmento que obtemos mais de 60% dos nossos ganhos. Eu mesmo cai no espaço entre dois contêineres", conta o estivador.

Uma sucessão de acidentes fatais no porto, entre 2007 e 2008, com sete vítimas, levou as entidades portuárias a promoverem cursos com o foco em segurança. Em 2008, o Centro de Excelência Portuária (Cenep), órgão recém-criado por entidades ligadas ao porto, entre as quais a prefeitura e o Ogmo, promoveu o primeiro curso. Voltado para procedimentos operacionais, abordou o manuseio com sacaria, contêineres e cargas a granel.

O próximo passo da entidade é aliar-se à Secretaria de Educação de Santos para fazer novo levantamento da escolaridade dos portuários e oferecer-lhes cursos de alfabetização e de ensino fundamental. "Temos de avançar desde essa base até o estágio do uso de simuladores nas operações, mas para isso precisamos de verba, não tenho onde captar recursos", afirma Esmeraldo Tarquínio de Campos Neto, coordenador do Cenep.

Tanto o Cenep quanto o Ogmo buscam parcerias com o Ensino Profissional Marítimo, tocado pela Marinha. Uma parcela equivalente a 2,5% da folha de pagamento dos portuários destina-se a um fundo sob responsabilidade da corporação. Para 2009, o Ogmo intermediará curso para 56 turmas, envolvendo um total de 1.680 vagas aos trabalhadores avulsos sobre procedimento operacional-padrão em três tipos de carga
Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Doenças como a LER e os transtornos mentais estão se alastrando

Ilustração: Beto Soaes / Estúdio Boom
No atual mundo do trabalho, as relações profissionais têm se modificado substancialmente, abarcando, nesta metamorfose, as técnicas de administração da produção. O reordenamento na relação capital versus trabalho foi o principal motor deste lento processo de mudanças que, posteriormente, veio a se radicalizar. Tal processo de reestruturação produtiva não poderia deixar incólumes a organização gerencial das empresas e a identidade profissional de seus colaboradores. Seria ingênuo supor o contrário.

Com este intuito ocultaram-se inadequações no que concerne às atividades objetivas e às experiências subjetivas, uma vez que as tradicionais abordagens no tratamento dos conflitos entre individualidade e produção não eram mais eficientes. Isto porque as possibilidades outorgadas pelo capital ao trabalho formal inexoravelmente tangenciavam, e ainda tangenciam, a capacidade de o indivíduo se deixar cooptar, em tempo integral, pela ideologia hegemônica que o modo de regulação social produz.

Adotando um procedimento quase generalizado, as organizações selecionam os trabalhadores mais agressivos e adaptados para concorrer entre si. Ou seja, pessoas predispostas a aceitar (por necessidade ou narcisismo) a insegurança advinda da flexibilização do trabalho, uma verdadeira apoteose neoliberal. Parece que, frequentemente, há uma relação complexa e singular entre mudanças nos sistemas organizacionais e vida psíquica.

Procuraremos demonstrar as metamorfoses ocorridas no paradigma industrial dos países de capitalismo central. Posteriormente, teceremos algumas considerações sobre as consequências desse processo para o mundo do trabalho e, finalmente, tentaremos refletir sobre o papel daqueles profissionais que atuam na área de Saúde e Segurança do Trabalho.
Autor: Roberto Heloani
Fonte: Revista Proteção

terça-feira, 26 de maio de 2009

Parente da vítima pode pedir indenização por acidente

O fato de parentes da vítima entrarem com pedido de indenização contra empresa por acidente de trabalho não afasta a competêcia da Justiça trabalhista para julgar o caso. O entendimento é da 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao entender legítima ação movida por três irmãs de uma cortadora de cana, que morreu atropelada depois de descer de um ônibus, atravessar uma rodovia para embarcar em outro veículo fornecido pela Usina Bom Jesus S/A, de Cabo de Santo Agostinho (PE).
“A qualidade das partes não modifica a competência atribuída pela Constituição à Justiça do Trabalho”, afirmou a ministra Rosa Maria Weber, relatora do recurso no TST. Segundo ela, a competência da Justiça do Trabalho em relação às controvérsias sobre a indenização por dano moral e patrimonial decorrentes da relação de trabalho já não está em discussão desde a Emenda Constitucional 45/04. Por unanimidade, a 3ª Turma do TST determinou o retorno dos autos ao TRT de Pernambuco para que prossiga no julgamento do processo.
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE) havia declarado a incompetência da Justiça trabalhista para julgar a ação, e anulou todos os atos processuais. Para a Corte, a ação deveria ser julgada pela Justiça Estadual em razão de seu caráter civil, já que as irmãs da vítima pediam indenização por danos materiais e morais causados a si próprias, surgidos com a perda de um familiar.
A defesa da usina disse que a culpa pelo acidente foi da vítima, que teria atravessado a rodovia sem o devido cuidado. Em primeira instância, o juiz isentou a usina de responsabilidade pelo acidente. No recurso ao TRT, as irmãs afirmaram que a usina foi culpada pelo acidente por dificultar o acesso ao segundo ônibus, fazendo com que os trabalhadores rurais tivessem que atravessar duas pistas da BR em plena madrugada. A usina afirmou que, após o acidente, determinou que os dois ônibus ficassem no mesmo lado da rodovia. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.



RR 546/2007-172-06-00.4

Para refletir

A vida é uma escola, e o professor é o mundo