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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prevencionistas chamam atenção para realidade dos acidentes de trabalho

Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção
Na manhã do dia 8 de setembro de 2010, os técnicos de montagem Leandro Marques e Roberto Robson perderam a vida enquanto desmontavam uma grua no alto de um prédio de 16 andares em uma construção em Salva­dor, na Bahia. Com a queda do equipamento, ambos ­foram arremessados ao chão e morreram na hora. Uma terceira vítima ficou ferida. Essa não foi a primeira vez que um aci­dente aconteceu nas obras do condomínio de luxo na capital baiana. Em 2008, outro operário faleceu depois de despencar do sétimo andar de um dos prédios em construção. "Neste caso da grua não foram tomadas as medidas necessárias para o seu desmonte", recorda o coordenador de Vigi­lância de Ambientes e Processos de Trabalho do Cesat/BA (Centro de Referência Estadual em Saúde do Traba­lhador), Alexandre Jaco­bina, que acompanhou a investigação do acidente.
Mesmo com todos os esforços de preven­cionistas e do Governo para a redução dos acidentes de trabalho fatais, não é incomum ouvirmos relatos de óbitos de trabalhadores. Em especial, na construção civil, um dos setores que lidera, ao lado do transporte rodoviário de cargas, as estatísticas de acidentes fatais no País. Nas próximas páginas você vai acompanhar uma análise sobre os dados que envolvem óbitos de trabalhadores brasileiros, conhecer os fatores que provocam ocorrências dessa natureza e entender os motivos que teriam influenciado, de ­acordo com as estatísticas, a redução dos acidentes fatais. Alguns prevencionistas arriscam apostar que os números são o reflexo do esforço do poder público e das empresas em benefício da segurança dos trabalhadores. Outros preferem deixar o otimismo de lado, chamando a atenção para as subnotificações desses casos quando as mortes ocorrem na informalidade, o que poderia descortinar um no­vo cenário dessas ocorrências.
No Brasil, a realidade dos acidentes de trabalho é conhecida através da notificação à Previdência Social e feita a partir da parcela da população trabalhadora coberta pelo SAT (Seguro de Acidentes de Traba­lho), a qual corresponde, conforme dados de 2008, a 34% da população ocupada. Estão excluídas dessas esta­tís­ticas trabalhadores autônomos, domésticos, fun­cionários públicos estatutários, su­bempregados, trabalhadores rurais, en­tre outros. Desde 1970, é possível consta­tar a diminuição da mortalidade por a­ci­dentes do trabalho no País. A taxa reduziu, entre 1970 e 2009, de 31 para seis óbitos por 100 mil trabalhadores segurados.
Ainda de acordo com os últimos números da Previdência, o ano de 2009 registrou 2.496 óbitos de trabalhadores, ante as 2.817 mortes registradas em 2008 em diversos setores de atividades, representando uma diminuição de 11,4% nos óbitos. O maior percentual de mortes em 2009 foi registrado nos segmentos econô­micos de transporte rodoviário de cargas e indústria da construção. Juntos, os dois ­setores concentraram o maior número de mortes (28%) e de incapacidades permanentes (18%) relacionadas ao trabalho.
Redução
Sobre a redução de 11,4% dos acidentes fatais laborais em 2009 em relação ao ano anterior, os prevencionistas apontam alguns fatores que podem ter contribuído para esta diminuição. O Gerente Executivo de Saúde do Departamento Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), Fer­nando Coelho Neto chama a atenção para o fato de que os casos de óbitos decorrentes de acidentes de trabalho já vêm caindo há alguns anos e atribui este resul­tado a maior ação dos diferentes atores sociais. "A exemplo do governo, que hoje conta com ações muito mais integradas en­tre os Ministérios, dos representantes de trabalhadores, que estão mais organizados e preparados para a negociação no fó­rum tripartite, e aos empresários, que tem mudado sua visão, percebendo que as questões de SST impactam no seu negócio", opina.
Para o tecnologista e assessor da Diretoria Técnica da Fundacentro em São Paulo, José Damásio Aquino, a ­explicação para esse fato, além das melhorias nas con­dições, pode ser atribuída ao aumento da formalização dos traba­lhadores. "Quanto maior o número médio de vínculos, com o número de óbitos constante, menor será a taxa de mortalidade. Analisando os dados de óbitos, observamos que os números não apresentam grande variação no período. O que apresenta variação é o total de vínculos. Isso reflete o esforço do governo de forma­liza­ção dos trabalhadores, isto é, o registro em carteira, que permite que o trabalhador passe a ser segurado do INSS e entre nas esta­tísticas", explica. Já o médico do ­Trabalho e Auditor Fiscal do Trabalho da SRTE/SE, Paulo Sérgio de Andrade Conceição ressalta, porém, que estes números não devem ser analisados isoladamente, mas num contexto de uma série histórica. "Devemos observar a continuidade destas estatísticas para verificar se o que ­ocorreu em 2009 foi apenas uma redução pon­tual ou se vai se configurar uma tendência de redução dos acidentes fatais, como almejamos", pontua.
Confira a reportagem na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.



Data: 11/01/2011 / Fonte: Revista Proteção

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Acidente com grua mata dois operários em condomínio de luxo em Salvador

Dois operários morreram na manhã de quarta-feira (08) após a queda de uma grua no canteiro de obras da construção do condomínio Le Parc, na Avenida Paralela em Salvador. Segundo informações do diretor de Saúde do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção (Sintracom-BA), Erisvaldo Pereira, um trabalhador sobreviveu e ficou preso sob as ferragens, mas já foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU. Ele tentou correr quando o equipamento caía e quebrou uma das pernas.

Um dos mortos foi identificado como Leandro Marques e reconhecido pelo pai e pela esposa que estiveram no local do acidente. A outra vítima ainda não teve a identidade confirmada pelo sindicato. Agentes da Polícia Técnica foram ao local realizar o levantamento cadavérico para confirmação das causas das mortes e para esclarecer como o acidente aconteceu. O Le Parc está sendo construído pela Incorporadora Cyrella em parceria com a Construtora Andrade Mendonça e a JG Construções. A previsão de entrega é em abril de 2011.

Fonte: EuTrabalhoSeguro.com

Instalação sanitária

Imagem: www.foconaobra.pr.gov.br
Instalação sanitária é o local destinado ao asseio corporal e/ou ao atendimento das necessidades fisiológicas de excreção. As instalações sanitárias devem:

• Ser mantidas em perfeito estado de conservação e higiene;
• Ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construídas de modo a manter o resguardo conveniente;
• Ter paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira;
• Ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento anti-derrapante;
• Não pode ser próximo à área de refeição;
• Ser independentes para homens e mulheres, quando necessário;
• Ter ventilação e iluminação adequados;
• Ter instalações elétricas protegidas;
• Ter pé direito mínimo de 2,50m.
• A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção de I conjunto para cada grupo de 20 trabalhadores, bem como um chuveiro, na proporção de 1 unidade para cada grupo de 10 trabalhadores.
• Os lavatórios podem ser individuais ou coletivos; possuir torneira;
• Ter revestimento interno impermeável; dispor de lixeiras.
• Os vasos sanitários devem ficar em áreas com, no mínimo, 1m²; ser provido de porta com trinco; lixeira; válvula de descarga ( tipo caixa ou automática); Ser ligado à rede geral de esgotos.
• Os mictórios podem ser individuais ou coletivos; ser providos de descarga provocada ou automática; ser ligado à rede de esgoto.
• Os chuveiro devem ter uma área mínima de utilização de 0,80m²; com piso anti-derrapante; com suporte para sabonete e cabide para toalha.

Resolução determina uso de álcool gel nos hospitais do país

Ilustração: Beto Soares / Revista Proteção
Resolução determina uso de álcool gel nos hospitais do país
Data: 26/10/2010 / Fonte: Agência Brasil e Anvisa

O Diário Oficial da União publica em 26 de outubro a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o país. A medida é considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) .

O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir de hoje, para o cumprimento. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos.

A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória também nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios. Vai valer também para os serviços de atendimento móvel e nos locais onde forem realizados quaisquer procedimentos invasivos.

Higienização

No dia 15 de outubro foi comemorado o Dia Mundial de Higienização das Mãos. A Anvisa buscou mobilizar os serviços de saúde, para que participem desse esforço mundial com o objetivo de aumentar a adesão dos profissionais de saúde à prática. A comemoração global visa a uma maior conscientização de profissionais de saúde, governos, gestores e administradores hospitalares sobre a importância da higienização das mãos.

A medida é considerada a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções nos serviços de saúde. A higienização das mãos deve ser realizada pelos profissionais de saúde, à beira do leito do paciente, nos seguintes momentos: antes e após contato com o paciente, antes da realização de procedimentos invasivos, após risco de exposição a fluidos corporais e após contato com superfícies próximas ao paciente. As mãos podem ser higienizadas, preferencialmente, com preparações alcoólicas para as mãos (sob a forma líquida, gel, espuma e outras) ou com água e sabonete líquido, lembrando que todos os produtos devem estar devidamente regularizados na Anvisa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Bombeiros iniciam trabalho de rescaldo no depósito da SDS que pegou fogo



Fogo, iniciado no início da tarde desta quarta, começa a ser controlado na área

O Corpo de Bombeiros deu início ao trabalho de rescaldo no depósito da Secretaria de Defesa Social (SDS) que pegou fogo no início da tarde. O acidente já está sendo controlado. Participaram da operação 61 agentes, que contaram com o auxílio de nove viaturas ao longo do dia. No início da noite, restavam ainda 30 agentes, que realizam o resfriamento do local para evitar novos focos.

O depósito fica na Rua Lourenço de Sá, no bairro de São José, no bairro de São José, por trás da estação Joana Bezerra, centro do Recife. Ninguém ficou ferido, mas o fogo destruiu parte do espaço e a fumaça fez com que muitas pessoas passassem mal.

Segundo o coronel Valdy Oliveira, do Corpo de Bombeiros, quatro galpões pegaram fogo. Dois foram destruídos: o de DVDs piratas e o de armamento. A preocupação maior era evitar que o fogo se alastrasse para o depósito de pólvora, que fica ao lado dos que foram atingidos.

Muitas munições explodiram com o fogo e as cápsulas de bala se espalharam pelas ruas próximas. Uma delas caiu perto da dona de casa Suzy da Silva, que na hora estava amamentando seu bebê: “eu só ouvi aquele estralo. Eu disse que era bala, que a SDS tava pegando o fogo”.

Alguns carros tiveram o vidro quebrado para serem retirados do local.

Os bombeiros descobriram a tempo a sala onde ficavam os armamentos, quebraram as paredes e parte do material da Polícia Civil e Militar foi recuperado, como pistolas, fuzis, espingardas e munições. Ainda não é dizer quanto do material foi danificado. As causas do incêndio ainda é desconhecida mas será iniciada uma perícia dentro de 48 horas pelo Instituto de Criminalística (IC): “não tem ninguém ferido, não tinha ninguém lá dentro. Será feito um inquérito para apurar o que houve”, contou o diretor de Polícia Judiciária, Osvaldo Moraes.

Os locais atingidos fazem parte de um complexo onde, além de contar com o depósito geral da SDS, abriga as delegacias de Joana Bezerra e a de Repressão à Pirataria, a Coordenação de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil e uma pequena gráfica, que produzia material de escritório para todas as delegacias do Recife, da Região Metropolitana e do interior.

A delegacia de Joana Bezerra e a de Combate à Pirataria vão funcionar provisoriamente no prédio da Secretaria De Educação, que fica na Rua Siqueira Campos, no centro. É onde está a GPCA.

METRÔ E ÔNIBUS
Por conta do acidente, alguns serviços do metrô ficaram comprometidos durante uma hora meia, voltando ao normal às 15h30, provocando nesse espaço muito transtorno aos usuários, que lotaram as paradas.

Da linha Centro, que vai de Camaragibe até Jaboatão, só funcionavam os trechos de Jaboatão até Afogados e de Afogados até Camaragibe.

As estações Recife e Joana Bezerra ficaram fechadas. Da Linha Sul, só funcionava o trecho que vai de Afogados até Cajueiro Seco.

No Terminal Integrado de Joana Bezerra, as paradas ficaram lotadas e, por conta disto, o Grande Recife Consórcio de Transportes montou uma operação emergencial para quem quis seguir para a estação do metrô de afogados.

Os carros que passariam pela Rua Imperial, e que pegam o sentido Centro-periferia, estão sendo desviados para que peguem a Joaquim Cardoso. Para os veículos que estão indo pelo Cabanga, os agentes estão orientando os motoristas para que peguem a faixa exclusiva de ônibus da avenida Sul, no sentido Afogados.

ENERGIA
Acionada pelos bombeiros, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) cortou o fornecimento de energia na linha que passa sobre o ponto do incêndio, deixando sem luz os bairros do Pina, Brasília Teimosa e parte de Boa Viagem. O serviço já foi restabelecido, com exceção do trecho compreendido entre o Segundo e o Terceiro Jardins nas Avenidas Beira-Mar e Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem.

A Celpe espera autorização do Corpo de Bombeiros para restabelecer a energia nessa área. A expectativa é que o problema seja sanado ainda hoje à noite.

Da Redação do pe360graus.com

Para refletir

A vida é uma escola, e o professor é o mundo