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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estudo mostra que 74% dos alunos saem empregados de cursos técnicos

Construção civil, indústrias de máquinas, fábricas de automóveis, gás e petróleo, alimentos e bebidas são setores que estão em plena expansão.


A falta de mão de obra qualificada é tão grande que as empresas estão investindo na formação dos profissionais, apostando nos cursos técnicos. Matheus Sobral Silva passa o dia inteiro operando máquinas. De manhã o garoto de 15 anos estuda e à tarde trabalha como aprendiz em uma fábrica. Após dois anos, quando se formar, pode sair ganhando um salário de R$ 1.400.

Segundo o Caged, do Ministério do Trabalho e o Senai, este é o valor que as empresas pagam a um operador de máquinas recém formado em São Paulo. Se chegar a engenheiro, o salário inicial de Matheus salta para quase seis mil reais.

No mercado de trabalho funciona assim, quanto mais escassa a mão de obra, mais cara ela fica. Ainda mais em setores em plena expansão como o da construção civil, o de gás e petróleo, e das indústrias de máquinas, alimentos e bebidas e das fábricas de automóveis.

Um estudo do Senai aponta que 74% dos alunos saem dos cursos já empregados. "É o mercado que diz: 'preciso de um profissional com tais características'. Isso facilita muito a inserção pós curso, porque está atrelada com demanda e oferta", comenta João Ricardo Santa Rosa, gerente de educação Senai.

Para quem faz um curso técnico em construção civil, a pesquisa revela que os maiores salários são pagos em Pernambuco (R$ 2.920) e Rondônia (R$ 2.819).

Mato Grosso também aparece no topo dessa lista. Em Cuiabá, uma das sedes da Copa do Mundo a construção civil está a todo vapor, nos ultimos dois anos foram constratados 120.300 trabalhadores e ainda devem ser criadas mais 10 mil vagas. Na capital o salário inicial para quem termina o Ensino Médio e faz um curso técnico em construção civil pode chegar a R$ 2.500. Já o de pedreiro e carpinteiro varia de R$ 1.200 a R$ 1.500. As principais vagas são para mestre de obra, encarregado de obra, eletricista, pintor, encanador e servente. O mercado de trabalho está a procura de mão de obra qualificada.

As empresas da construção civil também pagam mais para quem concluiu uma faculdade. O Distrito Federal paga salários acima dos outros estados. A pesquisa feita pelo Senai, com base em dados do Ministério do Trabalho apurou que um diretor de operação de obras em empresas de construção civil no Distrito Federal pode chegar a ganhar até R$ 27 mil. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção afirma que os salários mais altos são pagos pelas construtoras de grande porte. O Rio de Janeiro vem logo depois e paga o segundo maior salário para quem exerce a mesma função, R$ 16.445.

Em Pernambuco são os diretores de pesquisa e desenvolvimento que estão ganhando bem, o salário chega a R$ 14.333. Em São Paulo, diretores gerais podem receber R$ 12.434,64. Em Minas Gerais o crescimento das indústrias de transformação, utilidade pública e extração estão mudando a cara do mercado. Nestes setores, os salários também chegam a R$ 12.203,31.

Na Bahia, a indústria extrativista, principalmente a mineral, está em plena expansão. Só as indústrias que fornecem areia e brita para a construção civil geram 15 mill empregos diretos e indiretos. Engenheiros de minas são profissionais muito disputados, o sala´rio médio é de R$ 12 mil. As indústrias também têm carência de técnicos de mineração e oferecem salários que podem chegar a R$ 3.500. Para o ano que vem, previsão de mais cresceimento, segundo empresários do setor, o número de vagas deve crescer 20% na indústrai extrativista mineral da Bahia.

Com delicadeza, a estudante de 16 anos, Renata da Silva Santos vai lapidando as peças em ouro. Quando terminar a especialização em jóias ela quer montar um negócio próprio. “Eu fui percebendo que tem várias possibilidades. Eu pretendo criar um atelier podendo confeccionar minhas próprias jóias por meio de softwares que hoje são específicos para fazer jóias”.


Fonte: Jornal Hoje, Edição do dia 31/10/2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Acordo visa combate ao assédio moral nos bancos

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) assinarão acordo, no dia 26 de janeiro, com o intuito de combater o assédio moral nos locais de trabalho. A informação foi divulgada pelo presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, que comemora a adesão dos bancos à iniciativa e diz que se "trata de uma das principais conquistas" da Campanha Nacional dos Bancários do ano passado.
Segundo ele, o acordo aditivo ao Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho prevê adesão espontânea, já confirmada pelo Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal instalaram comitês de ética, no ano passado, para apurar denúncias de assédio moral.
Carlos Cordeiro diz que os bancos fixam "metas abusivas" para a venda de produtos, apelando para "situações de constrangimento e humilhações, que trazem estresse, adoecimento e depressão". As doenças mentais, segundo ele, são uma das principais causas de afastamento do trabalho, e alguns bancos já foram condenados em ações judiciais a pagar pesadas indenizações.
No acordo, os bancos comprometem-se a declarar explicitamente condenação a qualquer ato de assédio e reconhecem que o objetivo é alcançar a valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe, em um ambiente saudável.
As denúncias, devidamente identificadas, devem ser feitas aos sindicatos, que terão prazo de dez dias úteis para apresentar o caso ao banco em questão. As instituições terão 60 dias corridos para apurar os fatos e prestar esclarecimentos ao sindicato. Denúncias anônimas continuarão a ser apuradas pelas entidades, mas fora das regras estabelecidas no acordo com os bancos
Data: 20/01/2011 / Fonte: Agência Brasil

Ginástica laboral é meio eficaz de prevenção de LER/DORT

Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção
Pesquisadores dinamarqueses realizaram um estudo publicado na revista Journal Occupational Medicine, que demonstrou os benefícios dos programas de ginástica laboral. Os resultados mostraram redução de 22% nas faltas ao trabalho, aumento em 38% na motivação para exercer as atividades e redução de estresse em 40%. "A ginástica laboral é também um meio de prevenção quando bem conduzida. O problema é que as empresas querem por vezes implantar a ginástica como benefício e não como meio de prevenção", afirma o presidente da ABRAFIT, Eduardo Ferro dos Santos.

O aumento progressivo do número de casos de LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) nos últimos 20 anos reforça a importância da ginástica laboral. Entre as causas para as LER/DORT estão: a utilização excessiva de determinados grupos musculares em movimentos repetitivos (como a digitação por exemplo) e a permanência de determinados segmentos do corpo em uma mesma posição por período de tempo prolongado. O artigo 157 da CLT destaca que a empresa deve oferecer meios de prevenção para estes problemas. "Para que a prevenção seja efetiva nesses casos, as condições e exigências biomecânicas do trabalho devem ser estudadas e os exercícios devem ser elaborados para evitar fadiga, acúmulo de acido lático, melhorar a flexibilidade, etc. Isso só é possível com um bom profissional, que tenha competências em Fisiopatologia e Biomecânica ocupacional", destaca Eduardo.

Segundo a pesquisa dinamarquesa, o investimento na atividade logo é revertido em ganho de produtividade, influenciando não só na melhora no padrão postural e mobilidade articular, como também na maior integração social e redução do nível de estresse dos colaboradores. As empresas observadas também registraram diminuição de custos de assistência médica, redução nos acidentes de trabalho e no absenteísmo
Data: 13/01/2011 / Fonte: Redação Revista Proteção

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prevencionistas chamam atenção para realidade dos acidentes de trabalho

Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção
Na manhã do dia 8 de setembro de 2010, os técnicos de montagem Leandro Marques e Roberto Robson perderam a vida enquanto desmontavam uma grua no alto de um prédio de 16 andares em uma construção em Salva­dor, na Bahia. Com a queda do equipamento, ambos ­foram arremessados ao chão e morreram na hora. Uma terceira vítima ficou ferida. Essa não foi a primeira vez que um aci­dente aconteceu nas obras do condomínio de luxo na capital baiana. Em 2008, outro operário faleceu depois de despencar do sétimo andar de um dos prédios em construção. "Neste caso da grua não foram tomadas as medidas necessárias para o seu desmonte", recorda o coordenador de Vigi­lância de Ambientes e Processos de Trabalho do Cesat/BA (Centro de Referência Estadual em Saúde do Traba­lhador), Alexandre Jaco­bina, que acompanhou a investigação do acidente.
Mesmo com todos os esforços de preven­cionistas e do Governo para a redução dos acidentes de trabalho fatais, não é incomum ouvirmos relatos de óbitos de trabalhadores. Em especial, na construção civil, um dos setores que lidera, ao lado do transporte rodoviário de cargas, as estatísticas de acidentes fatais no País. Nas próximas páginas você vai acompanhar uma análise sobre os dados que envolvem óbitos de trabalhadores brasileiros, conhecer os fatores que provocam ocorrências dessa natureza e entender os motivos que teriam influenciado, de ­acordo com as estatísticas, a redução dos acidentes fatais. Alguns prevencionistas arriscam apostar que os números são o reflexo do esforço do poder público e das empresas em benefício da segurança dos trabalhadores. Outros preferem deixar o otimismo de lado, chamando a atenção para as subnotificações desses casos quando as mortes ocorrem na informalidade, o que poderia descortinar um no­vo cenário dessas ocorrências.
No Brasil, a realidade dos acidentes de trabalho é conhecida através da notificação à Previdência Social e feita a partir da parcela da população trabalhadora coberta pelo SAT (Seguro de Acidentes de Traba­lho), a qual corresponde, conforme dados de 2008, a 34% da população ocupada. Estão excluídas dessas esta­tís­ticas trabalhadores autônomos, domésticos, fun­cionários públicos estatutários, su­bempregados, trabalhadores rurais, en­tre outros. Desde 1970, é possível consta­tar a diminuição da mortalidade por a­ci­dentes do trabalho no País. A taxa reduziu, entre 1970 e 2009, de 31 para seis óbitos por 100 mil trabalhadores segurados.
Ainda de acordo com os últimos números da Previdência, o ano de 2009 registrou 2.496 óbitos de trabalhadores, ante as 2.817 mortes registradas em 2008 em diversos setores de atividades, representando uma diminuição de 11,4% nos óbitos. O maior percentual de mortes em 2009 foi registrado nos segmentos econô­micos de transporte rodoviário de cargas e indústria da construção. Juntos, os dois ­setores concentraram o maior número de mortes (28%) e de incapacidades permanentes (18%) relacionadas ao trabalho.
Redução
Sobre a redução de 11,4% dos acidentes fatais laborais em 2009 em relação ao ano anterior, os prevencionistas apontam alguns fatores que podem ter contribuído para esta diminuição. O Gerente Executivo de Saúde do Departamento Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), Fer­nando Coelho Neto chama a atenção para o fato de que os casos de óbitos decorrentes de acidentes de trabalho já vêm caindo há alguns anos e atribui este resul­tado a maior ação dos diferentes atores sociais. "A exemplo do governo, que hoje conta com ações muito mais integradas en­tre os Ministérios, dos representantes de trabalhadores, que estão mais organizados e preparados para a negociação no fó­rum tripartite, e aos empresários, que tem mudado sua visão, percebendo que as questões de SST impactam no seu negócio", opina.
Para o tecnologista e assessor da Diretoria Técnica da Fundacentro em São Paulo, José Damásio Aquino, a ­explicação para esse fato, além das melhorias nas con­dições, pode ser atribuída ao aumento da formalização dos traba­lhadores. "Quanto maior o número médio de vínculos, com o número de óbitos constante, menor será a taxa de mortalidade. Analisando os dados de óbitos, observamos que os números não apresentam grande variação no período. O que apresenta variação é o total de vínculos. Isso reflete o esforço do governo de forma­liza­ção dos trabalhadores, isto é, o registro em carteira, que permite que o trabalhador passe a ser segurado do INSS e entre nas esta­tísticas", explica. Já o médico do ­Trabalho e Auditor Fiscal do Trabalho da SRTE/SE, Paulo Sérgio de Andrade Conceição ressalta, porém, que estes números não devem ser analisados isoladamente, mas num contexto de uma série histórica. "Devemos observar a continuidade destas estatísticas para verificar se o que ­ocorreu em 2009 foi apenas uma redução pon­tual ou se vai se configurar uma tendência de redução dos acidentes fatais, como almejamos", pontua.
Confira a reportagem na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.



Data: 11/01/2011 / Fonte: Revista Proteção

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Acidente com grua mata dois operários em condomínio de luxo em Salvador

Dois operários morreram na manhã de quarta-feira (08) após a queda de uma grua no canteiro de obras da construção do condomínio Le Parc, na Avenida Paralela em Salvador. Segundo informações do diretor de Saúde do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção (Sintracom-BA), Erisvaldo Pereira, um trabalhador sobreviveu e ficou preso sob as ferragens, mas já foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU. Ele tentou correr quando o equipamento caía e quebrou uma das pernas.

Um dos mortos foi identificado como Leandro Marques e reconhecido pelo pai e pela esposa que estiveram no local do acidente. A outra vítima ainda não teve a identidade confirmada pelo sindicato. Agentes da Polícia Técnica foram ao local realizar o levantamento cadavérico para confirmação das causas das mortes e para esclarecer como o acidente aconteceu. O Le Parc está sendo construído pela Incorporadora Cyrella em parceria com a Construtora Andrade Mendonça e a JG Construções. A previsão de entrega é em abril de 2011.

Fonte: EuTrabalhoSeguro.com

Resolução determina uso de álcool gel nos hospitais do país

Ilustração: Beto Soares / Revista Proteção
Resolução determina uso de álcool gel nos hospitais do país
Data: 26/10/2010 / Fonte: Agência Brasil e Anvisa

O Diário Oficial da União publica em 26 de outubro a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o país. A medida é considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) .

O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir de hoje, para o cumprimento. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos.

A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória também nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios. Vai valer também para os serviços de atendimento móvel e nos locais onde forem realizados quaisquer procedimentos invasivos.

Higienização

No dia 15 de outubro foi comemorado o Dia Mundial de Higienização das Mãos. A Anvisa buscou mobilizar os serviços de saúde, para que participem desse esforço mundial com o objetivo de aumentar a adesão dos profissionais de saúde à prática. A comemoração global visa a uma maior conscientização de profissionais de saúde, governos, gestores e administradores hospitalares sobre a importância da higienização das mãos.

A medida é considerada a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções nos serviços de saúde. A higienização das mãos deve ser realizada pelos profissionais de saúde, à beira do leito do paciente, nos seguintes momentos: antes e após contato com o paciente, antes da realização de procedimentos invasivos, após risco de exposição a fluidos corporais e após contato com superfícies próximas ao paciente. As mãos podem ser higienizadas, preferencialmente, com preparações alcoólicas para as mãos (sob a forma líquida, gel, espuma e outras) ou com água e sabonete líquido, lembrando que todos os produtos devem estar devidamente regularizados na Anvisa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Bombeiros iniciam trabalho de rescaldo no depósito da SDS que pegou fogo



Fogo, iniciado no início da tarde desta quarta, começa a ser controlado na área

O Corpo de Bombeiros deu início ao trabalho de rescaldo no depósito da Secretaria de Defesa Social (SDS) que pegou fogo no início da tarde. O acidente já está sendo controlado. Participaram da operação 61 agentes, que contaram com o auxílio de nove viaturas ao longo do dia. No início da noite, restavam ainda 30 agentes, que realizam o resfriamento do local para evitar novos focos.

O depósito fica na Rua Lourenço de Sá, no bairro de São José, no bairro de São José, por trás da estação Joana Bezerra, centro do Recife. Ninguém ficou ferido, mas o fogo destruiu parte do espaço e a fumaça fez com que muitas pessoas passassem mal.

Segundo o coronel Valdy Oliveira, do Corpo de Bombeiros, quatro galpões pegaram fogo. Dois foram destruídos: o de DVDs piratas e o de armamento. A preocupação maior era evitar que o fogo se alastrasse para o depósito de pólvora, que fica ao lado dos que foram atingidos.

Muitas munições explodiram com o fogo e as cápsulas de bala se espalharam pelas ruas próximas. Uma delas caiu perto da dona de casa Suzy da Silva, que na hora estava amamentando seu bebê: “eu só ouvi aquele estralo. Eu disse que era bala, que a SDS tava pegando o fogo”.

Alguns carros tiveram o vidro quebrado para serem retirados do local.

Os bombeiros descobriram a tempo a sala onde ficavam os armamentos, quebraram as paredes e parte do material da Polícia Civil e Militar foi recuperado, como pistolas, fuzis, espingardas e munições. Ainda não é dizer quanto do material foi danificado. As causas do incêndio ainda é desconhecida mas será iniciada uma perícia dentro de 48 horas pelo Instituto de Criminalística (IC): “não tem ninguém ferido, não tinha ninguém lá dentro. Será feito um inquérito para apurar o que houve”, contou o diretor de Polícia Judiciária, Osvaldo Moraes.

Os locais atingidos fazem parte de um complexo onde, além de contar com o depósito geral da SDS, abriga as delegacias de Joana Bezerra e a de Repressão à Pirataria, a Coordenação de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil e uma pequena gráfica, que produzia material de escritório para todas as delegacias do Recife, da Região Metropolitana e do interior.

A delegacia de Joana Bezerra e a de Combate à Pirataria vão funcionar provisoriamente no prédio da Secretaria De Educação, que fica na Rua Siqueira Campos, no centro. É onde está a GPCA.

METRÔ E ÔNIBUS
Por conta do acidente, alguns serviços do metrô ficaram comprometidos durante uma hora meia, voltando ao normal às 15h30, provocando nesse espaço muito transtorno aos usuários, que lotaram as paradas.

Da linha Centro, que vai de Camaragibe até Jaboatão, só funcionavam os trechos de Jaboatão até Afogados e de Afogados até Camaragibe.

As estações Recife e Joana Bezerra ficaram fechadas. Da Linha Sul, só funcionava o trecho que vai de Afogados até Cajueiro Seco.

No Terminal Integrado de Joana Bezerra, as paradas ficaram lotadas e, por conta disto, o Grande Recife Consórcio de Transportes montou uma operação emergencial para quem quis seguir para a estação do metrô de afogados.

Os carros que passariam pela Rua Imperial, e que pegam o sentido Centro-periferia, estão sendo desviados para que peguem a Joaquim Cardoso. Para os veículos que estão indo pelo Cabanga, os agentes estão orientando os motoristas para que peguem a faixa exclusiva de ônibus da avenida Sul, no sentido Afogados.

ENERGIA
Acionada pelos bombeiros, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) cortou o fornecimento de energia na linha que passa sobre o ponto do incêndio, deixando sem luz os bairros do Pina, Brasília Teimosa e parte de Boa Viagem. O serviço já foi restabelecido, com exceção do trecho compreendido entre o Segundo e o Terceiro Jardins nas Avenidas Beira-Mar e Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem.

A Celpe espera autorização do Corpo de Bombeiros para restabelecer a energia nessa área. A expectativa é que o problema seja sanado ainda hoje à noite.

Da Redação do pe360graus.com

Incêndio atinge depósito da Secretaria de Defesa Social no centro do Recife





Fogo começou no início da tarde desta quarta-feira (15); Corpo de Bombeiros está no local e ninguém ficou ferido

Um incêndio atingiu um depósito da Secretaria de Defesa Social (SDS), localizada na rua Lourenço de Sá, no bairro de São José, por trás da estação Joana Bezerra, área central do Recife, por volta das 13h20 quarta-feira (15). O Corpo de Bombeiros está no local, com nove viaturas e 61 homens. Ninguém ficou ferido.

Segundo o coronel Valdy Oliveira, do Corpo de Bombeiros, quatro galpões pegaram fogo. Dois foram destruídos: o de DVDs piratas e o de armamento. Ainda de acordo com o coronel, o trabalho dos bombeiros, no momento, é evitar que o fogo chegue ao depósito de pólvora, que fica ao lado dos que foram atingidos.
Segundo testemunhas, o incêndio é de grandes proporções e a fumaça está bastante alta.

Por conta do acidente, alguns serviços do metrô ficaram comprometidos durante uma hora meia, voltando ao normal às 15h30. Da linha Centro, que vai de Camaragibe até Jaboatão, só funcionavam os trechos de Jaboatão até Afogados e de Afogados até Camaragibe.

As estações Recife e Joana Bezerra ficaram fechadas. Da Linha Sul, só funcionava o trecho que vai de Afogados até Cajueiro Seco.

Os carros que passariam pela rua Imperial, e que pegam o sentido Centro-periferia, estão sendo desviados para que peguem a Joaquim Cardoso. Para os veículos que estão indo pelo Cabanga, os agentes estão orientando os motoristas para que peguem a faixa exclusiva de ônibus da avenida Sul, no sentido Afogados.

Acionada pelos bombeiros, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) cortou o fornecimento de energia na linha que passa sobre o ponto do incêndio, deixando sem luz os bairros do Pina, Brasília Teimosa e parte de Boa Viagem. O serviço será restabelecido após a autorização dos bombeiros.

Da Redação do pe360graus.com

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Nos primeiros três meses do ponto eletrônico, não haverá multas

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reafirmou nesta terça-feira (17/8) que não haverá aplicação de multa nos primeiros 90 dias da vigoração da portaria 1.510, que regulamenta o uso do ponto eletrônico. Segundo o ministro, esse período será dedicado à visitas de acompanhamento e esclarecimento, feitas por auditores fiscais do trabalho.

As novas normas passam a valer no dia 25 de agosto, quando começa a fiscalização. Entre as principais mudanças do novo equipamento está a emissão do comprovante impresso a cada vez que o empregado bater o ponto. Além disso, os dados do ponto não poderão ser editados.

Segundo Lupo, nenhuma empresa será obrigada a usar o ponto eletrônico, independente do tamanho e da quantidade de trabalhadores. “Apenas as empresas que usam este equipamento terão que se adequar; e se não quiserem se adequar, também poderão optar por usar ponto manual ou mecânico", disse o ministro.

De acordo com ele, a intenção da portaria é dar ao trabalhador o poder de conferir seu horário de trabalho. "O empregado passará a ter o controle do seu ponto, como o empregador já tem. Quando apenas um lado tem a informação, quando apenas um lado controla, não funciona", ponderou o ministro.

Produção
De acordo com informações do Ministério do Trabalho, atualmente, há no mercado 19 empresas que produzem 81 modelos de Registros Eletrônicos de Ponto (REP) certificados pela pasta. Das 19 fabricantes, 14 responderam ao MTE sobre suas capacidades de produção, que chega à marca de 184.500 equipamentos por mês.

De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), das mais de sete milhões de empresas declarantes, cerca de 300 mil (5%) são potenciais utilizadoras de registro eletrônico de ponto. As demais 6,7 milhões utilizam ponto manual ou mecânico ou têm menos de 10 empregados, o que as desobriga da marcação de ponto.


Fonte: ADMITA-SE

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Trabalhador morre eletrocutado em Caxias do Sul/RS

Caxias do Sul/RS - Um homem de 55 anos morreu na manhã do dia 10 de agosto em Caxias do Sul/RS, vítima de choque elétrico. Ele trabalhava na instalação de uma cobertura metálica, quando o andaime encostou na fiação elétrica. O funcionário recebeu a descarga elétrica, foi arremessado contra o muro e morreu na hora. A energia vinda dos fios alimenta o transformador da empresa e passava a uma altura de aproximadamente oito metros. Outro funcionário que ajudava a vítima conseguiu escapar.
Data: 11/08/2010 / Fonte: Pioneiro

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bomba de navio-tanque explode no Porto do Recife deixando quatro feridos

Uma bomba do navio-tanque Praia do Sancho, que faz transporte de combustível, explodiu na manhã desta sexta-feira (6), no cais do Porto do Recife. Quatro pessoas ficaram feridas, sendo duas em estado grave.

Os feridos tiveram parte do corpo queimada. São eles: José Arimatéia da Silva, de 50 anos; Valdemar Goes Júnior, 47; José Cícero Moreira, 27; e Francisco Alves da Silva, 56. Eles foram socorridos para o Setor de Queimados da Hospital da Restauração (HR), no Derby.

Waldemar Câmara e José Cícero Moreira estavam próximos ao tanque e sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus em 95% do corpo, além de lesões no trato respiratório, e o estado de saúde de ambos é gravíssimo, de acordo com boletim da assessoria do HR divulgado no final da tarde desta sexta-feira (6). Eles chegaram à emergência entubados, passaram por curativos profundos e encontram-se sedados, respirando com a ajuda de aparelhos na UTI de Traumatologia.

José Arimatéria da Silva estava no convés e seus ferimentos foram mais leves. Com o impacto da explosão ele foi arremessado e bateu com a cabeça, sendo por isso avaliado por um neurologista. Ele apresenta queimaduras na cabeça e recebe atendimento na Unidade de Traumatologia.

Francisco Alves já teve alta do hospital. Ele também foi arremessado pela explosão, mas caiu na água e teve o impacto amenizado. Ele apresenta queimaduras na perna, braço e rosto, e deverá ser acompanhado no ambulatório do Centro de Tratamento de Queimados do HR.

O acidente na embarcação da empresa Agemar Transportes ocorreu por volta das 8h30, durante a manutenção do equipamento, que não suportou a carga da corrente elétrica. O barco levava óleo diesel e gasolina para o ancoradouro do Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, mas estava vazio na hora da explosão, pois iria receber nova carga para fazer mais uma viagem.

Antônio Souza, funcionário do navio-tanque, estava perto do barco na hora da explosão e ajudou a socorrer os feridos. “Eu estava trocando de roupa e quando eu voltei vi o barco pegando fogo. Eles gritavam pedindo socorro. Então a gente fez os primeiros socorros”, contou.

O Praia do Sancho estava ancorado em frente ao Armazém 14 desde a semana passada, quando havia chegado de Noronha. Com o impacto da explosão, partes do barco foram parar a mais de cem metros de distância (foto 5). Os bombeiros resfriaram o local para evitar novos acidentes.

O engenheiro de manutenção da Agemar, Fernando Fragoso, não sabia ainda afirmar qual a causa da explosão e disse também que prefere se pronunciar sobre o caso após as investigações, que serão coordenadas pela Capitania dos Portos.

Segundo informações do tenente Michel, os peritos da Marinha foram ao local fazendo apurações para chegar às causas do acidente, mas não há previsão para concluir o inquérito administrativo. A Capitania vai apurar quais pessoas estavam a bordo da embarcação, as atividades que elas desenvolviam, os procedimentos de segurança que eram necessários e se eles estavam sendo tomados.

Em nota oficial, liberada no início da tarde, o Porto do Recife disse que, assim que foi informado, adotou “todos os procedimentos de segurança necessários para isolar o local e informar ao Corpo de Bombeiros e ambulância”.

Também através da nota, disse que, pela explosão ter ocorrido dentro da embarcação, não será necessária a interdição do cais 13. A Gerência de Meio Ambiente do Porto também esteve no local, e não constatou nenhum vazamento de óleo no mar.
Da Redação do pe360graus.com

Trabalho em lavanderias hospitalares pode expor funcionários a doenças e acidentes

Foto: Sandro Alves
Em qualquer ambiente de trabalho é importante estudar as condições físicas e ambientais para que se garanta o bem-estar e condições de segurança dos trabalhadores no seu ambiente de labor. Em muitas lavanderias hospitalares, os funcionários estão expostos a riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.

Debater sobre este tema torna-se necessário à medida que se constitui em um importante instrumento para o trabalhador desempenhar suas atividades com segurança e qualidade, obtendo, como consequência, uma melhor qualidade de vida no trabalho e oferecendo maior produtividade.

A preocupação com a questão da saúde dos trabalhadores hospitalares no Brasil iniciou na década de 70, quando pesquisadores da Universidade de São Paulo enfocaram a Saúde Ocupacional desses profissionais. Nesse momento verificou-se que grupos ocupacionais de trabalhadores hospitalares relataram queixas de doenças relacionadas com o processo de trabalho, tais como: doenças infecto­con­tagiosas, lombalgias, doenças alérgicas, fadigas e acidentes do trabalho.

Também foi constatado que as dores nas costas representam um sério e expressivo problema para os trabalhadores de lavanderia hospitalar. Atribuindo como nexo causal para as lombalgias o transpor­te e a movimentação de cargas, a postura i­na­dequada e estática, mobiliário e equipamentos também inadequados.

Além dos riscos, é exigido desse trabalhador alta produtividade em tempo limitado, sob condições inadequadas de trabalho, sendo estas relacionadas ao ambiente e aos equipamentos. Essas condições acabam levando a insatisfações, cansaços excessivos, baixa produtividade, problemas de saúde e acidentes do trabalho.

O sistema de lavagem industrial é um serviço que requer grande esforço físico e contato com substâncias químicas. De­ve-se ter cuidado ao lidar com essas substâncias, pois elas estão presentes no ambiente em forma de líquidos, gases, vapores, poeiras e sólidos, podendo provocar doenças. A preocupação com o conforto térmico também é evidente e fundamental nas lavanderias, uma vez que a exposição do trabalhador na execução de tarefas em altas temperaturas pode causar doenças tais como a hipertermia, exaus­tão, desidratação, câimbras e choque térmico.

As consequências dessas exposições podem afetar diretamente os trabalhadores, atingindo-os em seus aspectos físicos e psicológicos e, ainda, pode repercutir nas relações familiares e sociais.

As cargas de trabalho a que estão expostos os trabalhadores, quais sejam: químicas, físicas, fisiológicas, biológicas, psíquicas, mecânicas, geram processo de desgaste e os acidentes de trabalho são as mais visíveis mostras desse desgaste. Além destes fatores devem ser destacados a falta de infraestrutura adequada, a escassez de treinamento em serviço, a falta de conhecimento de modos de prevenção, entre outros.

Pesquisa

Para analisar a ocorrência dos acidentes do trabalho é necessário conhecer o processo e as principais cargas a que se submetem os trabalhadores. Para este fim foram delimitados os seguintes objetivos: identificar, no âmbito da saú­de do trabalhador, quais os riscos ocupacionais a que estão expostos os funcionários da lavanderia hospitalar de um hospital localizado no município de Vitória, no Espírito Santo/ES; avaliar o nível de satisfação no trabalho segundo percepção do trabalhador.

Um dos métodos de avaliação das sensações subjetivas de desconforto e dor mais utilizados na Ergonomia é a aplicação do Diagrama Adaptado de Corlett e Ma­nenica. O questionário auxilia no ma­pea­mento das áreas e intensidade dos des­confortos sentidos pelos funcionários ao final da jornada de trabalho. O diagrama é uma inquirição gráfica. Na folha de respostas há o desenho do corpo humano subdividido em áreas onde o inquirido irá apontar as dores sentidas.

Os resultados da pesquisa foram divididos em três etapas. A primeira aborda o perfil dos trabalhadores e suas condições de trabalho. A segunda apresenta a percepção dos trabalhadores em relação ao seu ambiente de trabalho, em que são a­nalisados os níveis de satisfação em relação à integração social, condições de trabalho, saúde e participação. Por último foi aplicado o Diagrama Corlett e Manenica com a finalidade de mapear os desconfortos sentidos pelos usuários.

Em relação ao perfil dos trabalhadores analisados foi identificado que 84% têm mais de 35 anos. Quanto ao nível de escolaridade, 42% não têm o ensino fundamental completo. O Mistério da Saúde ressalta que a qualificação do pessoal possibilita o uso de equipamentos e processos inovadores, reduzindo o custo operacional e otimizando o espaço. A exigência em torno da qualificação se dá em virtude das informações referentes às prescrições das tarefas, que necessitam ser lidas e entendidas por quem irá execu­tá-las.

Quanto aos possíveis riscos que o ambiente de trabalho pode oferecer aos trabalhadores, foram identificados, a partir da percepção dos trabalhadores, a existência dos riscos físicos, biológicos e er­gonômicos. No box Riscos em lavanderias hospitalares pode ser confe­rida a descrição de como foi identificado cada um d­e­les.

Quando questionados sobre a existência de risco na utilização dos equipa­mentos de trabalho, os entrevistados a­pontaram a máquina de lavar e a secadora como os equipamentos que representam maior risco, ambos com 41% cada. Em seguida aparece o carro de transporte, com 9%.

Autor: Sandro Alves da Silva

Confira o artigo na íntegra na Edição 223 da Revista Proteção
Data: 28/07/2010 / Fonte: Revista Proteção

Fiscalização resgata 26 pessoas em fazenda no Tocantins

Data: 06/08/2010 / Fonte: Repórter Brasil
Natividade/TO - Não era apenas a cerca de mourões, por eles mesmos reconstruída a partir do desmate de mata nativa, que impunha limites à dignidade de trabalhadores da Fazenda Santa Mônica, em Natividade (TO). Alojados em cinco barracos de lona e madeira erguidos sob chão de terra em pontos isolados do imóvel e próximos às frentes de trabalho, não tinham acesso a banheiros, água potável, energia elétrica, leitos e alimentação minimamente decentes.

Expostos a riscos e intempéries para demarcar as fronteiras da propriedade e impedir a dispersão do gado do patrão há mais de mês, custeavam ainda as refeições (havia servidão por dívidas, pois os gastos com a comida eram subtraídos pelos "chefes de barraco"), as próprias ferramentas de trabalho e até o combustível das motosserras.

Para completar o quadro de extrema precariedade, sofriam descontos ilegais dos salários na esteira do pagamento por produção e não recebiam os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos para as atividades. Algumas das carteiras de trabalho estavam retidas com o empregador e muitos não descansavam sequer aos domingos. Viviam nessa situação 18 empregados.

Outros oito estavam alojados num galpão de alvenaria mais próximo à sede da Fazenda Santa Mônica, que servia também como garagem de tratores e depósito de ração, agrotóxicos e todo tipo de material que não tinha mais uso. Quatro tratoristas, dois mecânicos e dois ajudantes de serviços gerais pernoitavam em colchões sujos e improvisados que ficavam até em cima de carroças. Também não havia banheiro e as instalações elétricas irregulares estavam expostas no ambiente completamente cheio de óleo.

No caso dos trabalhadores do galpão, houve registro também de jornadas exaustivas de mais de 13 horas por dia (das 6h às 19h). Nem operadores de motosserra responsáveis pela produção dos mourões e nem tratoristas eram treinados e capacitados para operar as máquinas.

Todo esse quadro foi flagrado pelo grupo móvel de fiscalização - formado por integrantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) -, em janeiro deste ano, na propriedade de Emival Ramos Caiado Filho, primo do conhecido deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Vice-líder de seu partido na Câmara Federal, Ronaldo atua como um dos principais expoentes da bancada ruralista, ampla coalizão que apresenta resistências dentro do Congresso para a aprovação de medidas mais severas contra escravagistas como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que expropria (sem indenizações) a terra de quem comprovadamente explorar mão de obra escrava.

O grupo móvel lavrou 22 autos de infração referentes à Fazenda Santa Mônica. Entre eles: deixar de efetuar o pagamento integral do salário mensal até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido; prorrogar a jornada de trabalho além do limite legal de duas horas diárias; deixar de conceder descanso semanal de 24 horas consecutivas; manter empregado trabalhando sob condições contrárias às disposições de proteção ao trabalho, e admitir ou manter empregado sem o respectivo registro.

Em depoimento à fiscalização, o gerente confirmou ter contratado os trabalhadores para a manutenção das cercas da fazenda sem que houvesse o fornecimento de alojamento, alimentação, água potável, banheiro, utensílios básicos, ferramentas de trabalho e EPIs.

À Repórter Brasil, o advogado Breno Caiado, irmão e procurador do proprietário Emival, informou que a propriedade estava arrendada a terceiros e foi devolvida ao dono "com suas cercas e instalações de moradia deterioradas e avariadas". Para fazer uma reforma nas estruturas danificadas, adicionou Breno, houve o recrutamento do grupo (a maioria com carteira assinada, segundo a fiscalização) que tomava banho em córregos, utilizava o mato como banheiro e acabou flagrado pelos agentes.

Nas palavras do advogado, "não tinha outro jeito" de garantir melhores condições no local, pois a infra-estrutura é precária e a carência é enorme na região. Os acampamentos, continuou, consistem na única forma possível - independemente do que exige a lei - para dar suporte a empreitadas particulares como a de construção de cercas. Quando chovia, relataram as vítimas, os barracos ficavam alagados.

"Pouco tempo após o início das reformas, a fazenda passou por uma fiscalização em que foram apontadas algumas irregularidades, na visão dos fiscais. Foram atendidas as exigências e concluídas as reformas", justificou Breno, que preferiu não responder outras perguntas feitas pela reportagem.

Não quis se pronunciar, por exemplo, sobre a relação entre o flagrante e a atuação do primo de Emival, Ronaldo Caiado, no âmbito do Parlamento. Tampouco deu mais detalhes sobre a área envolvida, o TAC e os outros negócios do proprietário, declarando apenas que a "Fazenda Santa Monica é exemplo de segurança, organização e higiene do trabalho".

Já a assessoria de Ronaldo Caiado (DEM-TO), que concorre à reeleição no próximo pleito de outubro, declarou que o parlamentar não reponde pela conduta de outrem e que não defende quem comete crimes. Sobre o possível constrangimento pelo fato de ter um primo envolvido diretamente em flagrante de escravidão enquanto a PEC do Trabalho Escravo aguarda votação, a assessoria declarou apenas que o congressista está disposto a tratar do assunto no momento em que o mesmo for colocado em pauta.

O valor bruto das rescisões dos trabalhadores foi calculado em R$ 198,6 mil, incluindo as indenizações por dano moral individual (ratificadas pelo MPT) que somaram R$ 39,1 mil. A procuradora do trabalho Elisa Maria Brant de Carvalho Malta, intregrante do grupo móvel, firmou ainda um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que designou a doação de um veículo utilitário e de equipamentos de tratamento odontológico para o distrito de Príncipe, em Natividade (TO), por dano moral coletivo.

Quando entrou em contato com as autoridades locais para acertar a destinação dos equipamentos por conta do TAC, a procuradora soube que o próprio empregador já tinha anunciado ao prefeito que faria "doações" por livre iniciativa, tentando desvincular o pagamento do flagrante ocorrido.

O fazendeiro Emival é irmão de Sérgio Caiado (PP), que também concorre a uma cadeira na Câmara Federal. Sérgio, que já exerceu o cargo na legislatura passada, atua como presidente do partido em Goiás. Em 2005, Emival e Sérgio foram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo atropelamento de um agente de segurança da Câmara dos Deputados no estacionamento dos fundos do Anexo IV.

Como proposta de transação penal, Emival, que dirigia o carro e teria atendido ordens de Sérgio, sugeriu doar cestas básicas e fraldas geriátricas a uma entidade beneficente de Brasília (DF) por seis meses e depositar R$ 1 mil para o Programa Fome Zero. O MPF aceitou a forma de punição do acusado, que foi confirmada no Supremo Tribunal Federal (STF).

Incentivos

O dono da área inspecionada é proprietário da Rialma Companhia Enegática S/A e possui duas usinas hidrelétricas - Santa Edwiges II (13 mil kW) e Santa Edwiges III (11,6 mil kW), no Estado de Goiás. Foi ainda beneficiado por R$ 746,7 mil recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) na compra de 1 mil matrizes e 34 touros de gado nelore e custeio para outra fazenda que mantém em São Domingos (GO).

A Sul Amazônia S/A Terraplenagem e Agropastoril, que teve projetos aprovados pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e chegou a participar da carteira do Fundo de Investimento da Amazônia (Finam), é a empresa de Emival por trás da Santa Mônica. Em comunicado divulgado em 12 de abril deste ano, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu a Sul Amazônia e outras companhias pelo descumprimento da obrigação de prestar informações á comissão há mais de três anos.

Outro proprietário que teve a fazenda flagrada com trabalho análogo à escravidão na mesma operação foi Reniuton Souza de Moraes. Detentor de uma concessão do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para a exploração de areia em Goiás, Reniuton é dono da Fazenda Olho D’Água, em Monte Alegre de Goiás (GO), que tem 67,6 hectares de área e mantém como principal atividade a criação de gado de corte.

"Os resgatados [da Olho D´Água] estavam ligados a um empreiteiro que instalou uma carvoaria dentro da fazenda", conta o auditor fiscal do trabalho Leandro de Andrade Carvalho, coordenador do grupo móvel. Dois adolescentes com menos de 18 anos estavam entre os cinco libertados.

Segundo Leandro, os trabalhadores tinham de beber água dos córregos, não havia fornecimento de EPIs e as ferramentas de trabalho eram inadequadas. "Os alojamentos eram barracos feitos de alvenaria e madeira, totalmente improvisados", conta. "Um deles parecia com um acampamento de selva. Parte da estrutura era feita com lonas plásticas", complementa.

Não havia banheiro nas frentes de trabalho nem no alojamento; as necessidades fisiológicas eram feitas nos matagais. Os carvoeiros estavam sem registro e recebiam uma diária de acordo com a produção. A jornada de trabalho se estendia enquanto houvesse luz do sol.

De acordo com a fiscalização, Reniuton cedeu 55 hectares ao empreiteiro José César Rodrigues, que ficaria responsável pela derrubada da mata. José aproveitaria a madeira para produção de carvão e entregaria o terreno "limpo" para a implantação do pasto. Não havia dinheiro envolvido na negociação entre as partes. "Esse tipo de acordo é típico nas regiões de fronteira, mas se trata de uma terceirização ilícita", completa Leandro.

Um dos trabalhadores estava encarregado da derrubada das árvores e os outros enchiam os fornos e tiravam o carvão. Eles estavam na fazenda há dois meses, relata o auditor. "Eram de cidades próximas e moravam na fazenda durante a semana. Nos fins de semana, voltavam para a casa".

Reniuton assinou um TAC com o MPT. Foram pagas as verbas rescisórias e lavrados 12 autos de infração. Aos jovens, a procuradora Elisa determinou a abertura de duas cadernetas de poupança com R$ 3 mil por dano moral individual.

Eventos paralelos movimentam último dia da PrevenRio

Foto: Valdir Lopes
Rio de Janeiro/RJ - Corredores e estandes lotados marcaram a 4ª Prevenrio - Feira de Saúde e Segurança do Trabalho. Os visitantes puderam visitar a feira para conferir as novidades do mercado de equipamentos, produtos e serviços voltados à Segurança do Trabalhador, entre os dias 3 e 5 de agosto no Centro de Convenções SulAmérica, Rio de Janeiro.

No dia 5 de agosto, último dia da Prevenrio, a legislação trabalhista, civil e criminal foi tema de painel, dentro da programação do 11º Congresso Brasileiro de Engenharia de Segurança, contando com a presença dos profissionais Cynthia Maria Simões Lopes, Sílvia Regina Fernandes Matheus, Celso Atienza e Michele Pedrosa Paumgartten. As perícias judiciais de insalubridade e periculosidade também entraram em pauta a partir das 14h, em outro painel. Foi também ministrado um curso sobre o mesmo assunto pelo presidente da SOBES, Josevan Fudolli, voltado a peritos e assistentes técnicos. O objetivo foi instruir o participante sobre como proceder nas fases de preparação dos quesitos, acompanhamento da diligência pericial, preparação do laudo e respostas aos quesitos e esclarecimentos.

Já a programação do Congresso Brasileiro de Ergonomia no dia 5 iniciou às 8h45 com sessões técnicas. A seguir, Isabel Porcatti de Walsh ministrou conferência a respeito da prevenção de LER/DORT através da fisioterapia e da ergonomia. Durante a tarde, os temas em destaque foram a auditoria de análise ergonômica e as metodologias da Análise Ergonômica do Trabalho. Por sua vez, os worshops de atualização abordaram a avaliação de ruídos (com Marco Aurélio Luttgardes) e a notificação, investigação de incidentes e acidentes (com Armando Augusto Martins Campos).

Simulados

Demonstrações técnicas de procedimentos de Segurança do Trabalho e Emergência integraram a programação de simulados, espaço que movimentou a 4ª Prevenrio, durante os três dias de evento. Simulações de desencarceramento, RCP, atendimento básico de vida no trauma, retirada de vítima de veículo, resgate em local de difícil acesso e SBV para profissionais de saúde, estiveram entre as atrações.

Data: 05/08/2010 / Fonte: Redação Revista Proteção

Explosão em navio mata três operários de estaleiro em Niterói

Niterói/RJ - Conforme informações do R7, na noite de segunda-feira, dia 2, três operários morreram após uma explosão de um navio, com bandeira das Bahamas, que estava sendo reparado no Estaleiro Renave/Enavi, na Ilha do Viana, em Niterói. Outros cinco operários ficaram feridos na explosão, segundo a Capitania dos Portos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a explosão foi registrada por volta das 22h30 e os feridos foram encaminhados para o hospital estadual Azevedo Lima, em Niterói. As vítimas ainda não foram identificadas.

Uma equipe de inspetores navais esteve no local do acidente durante a madrugada desta terça-feira, 3, para tentar descobrir as causas da explosão. A Capitania dos Portos informou também que abrirá um inquérito administrativo com prazo de conclusão de 90 dias.

Fonte: Proteção Eventos

sábado, 22 de maio de 2010

Operário morre após queda de altura no Estaleiro Atlântico Sul

Um acidente de trabalho causou a morte de um profissional da construção civil, no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, na manhã desta sexta-feira (21). O operário Jaelson Ribeiro de Souza, de 47 anos, morador do Cabo de Santo Agostinho, morreu após uma queda de uma altura não informada, por volta das 8h30.

A queda ocorreu quando o trabalhador se encontrava na gaiuta (base da chaminé) do recém batizado navio João Cândido. Segundo nota do EAS, imediatamente após a ocorrência, uma equipe médica de emergência do Estaleiro socorreu a vítima, que foi transferida para o Serviço Médico e de Segurança do Trabalho do Estaleiro (SESMT).

O operário recebeu os primeiros socorros, não resistiu aos ferimentos e faleceu. O corpo do foi removido para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro.

Jaelson de Souza foi admitido em 14 de julho 2008 e trabalhava na área de montagem da linha de produção na função de montador.

De acordo com a nota da empresa, todas as providências cabíveis junto à família e aos órgãos públicos e os procedimentos para a investigação sobre as causas do acidente estão sendo tomadas.

INTERDIÇÃO
Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estiveram no Estaleiro Atlântico Sul na tarde desta sexta-feira (21) e interditaram apenas o local da obra onde ocorreu o acidente. A construção do navio foi mantida. O Estaleiro será notificado e o MTE terá 90 dias para finalizar o relatório a respeito da investigação do acidente. De acordo com perito do Instituto de Criminalística que esteve no local, as normas de segurança do trabalho não foram cumpridas pelo EAS.

ACIDENTE
No último dia 28 de abril, 40 cruzes fincadas na areia da praia no 2° Jardim de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, lembraram as vítimas de acidente de trabalho nos últimos cinco anos no Estado. Até aquela data, seis operários da construção civil haviam morrido somente este ano.
Da Redação do pe360graus.com

domingo, 2 de maio de 2010

Acidente ocorre em terminal portuário de São Luís/MA

São Luís/MA - Na manhã do dia 19 de abril, dois funcionários da Vale morreram em um acidente no Terminal Portuário da Ponta da Madeira em São Luís/MA. De acordo com o portal Imirante, filiado à Rede Globo, parte da estrutura do sistema de correias de transporte de minério cedeu de uma altura de cerca de trinta metros, atingindo sete trabalhadores, entre os quais dois morreram.

O auditor-fiscal do trabalho na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Maranhão, Cléber Nilson Ferreira Amorim Junior, afirma que estão sendo investigadas as causas do acidente. "Ainda não se sabem as causas da queda da calha de coleta de material que cedeu no sistema de transportadores de correia na linha TR325K-16 do Terminal da Ponta da Madeira", afirma.

O auditor atesta que a linha estrutural TR325K-16 de alimentação do píer III, onde ocorreu o acidente, mantém-se interditada, em virtude do Termo de Interdição nº 12/353230/2010, lavrado em 20 de abril, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado do Maranhão. A interdição será mantida até que sejam esclarecidas as causas do acidente e que sejam tomadas as correspondentes medidas de correção que garantam a segurança do trabalhadores que ali desempenham suas atividades.

Nota divulgada pela Vale no dia do acidente

"A Vale lamenta informar que hoje, por volta de 7h30, parte da estrutura do sistema de correias transportadoras que abastece o Píer III, no Terminal Portuário de Ponta da Madeira, em São Luis (MA), cedeu de uma altura de cerca de 30 metros, atingindo sete empregados (seis da Vale e um terceirizado). Infelizmente, dois empregados faleceram. Outros cinco foram encaminhados aos hospitais da cidade para atendimento médico.

Equipes de brigadistas do Corpo de Bombeiros e engenheiros especializados da Vale realizam as contenções de segurança no local. Todas as providências estão sendo tomadas para garantir a segurança no porto e apurar as causas do acidente. A Vale lamenta profundamente o ocorrido e informa que não poupará esforços para oferecer toda a assistência necessária às vítimas e a seus familiares."

Data: 26/04/2010 / Fonte: Redação Revista Proteção

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Trabalhador exposto a raios solares pode ter jornada reduzida

Trabalhadores que exercem atividade sob raios solares poderão ter jornada de trabalho reduzida, além de receberem adicional de 30% sobre o salário, caso projeto de lei da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) se transforme em lei. A matéria aguarda designação do relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na qual receberá decisão terminativa.

Pela proposta (PLS 552/09), a duração da jornada de trabalho de quem trabalha a céu aberto, sob radiação solar, passará a ser de seis horas diárias ou 36 horas semanais. A cada 90 minutos de trabalho consecutivo, determina ainda o projeto, o trabalhador deverá descansar por 10 minutos. Tal intervalo, de acordo com a proposta, não será computado na jornada de trabalho.

As atividades realizadas ao sol, pelo proposta de Serys, serão consideradas penosas, o que garante ao trabalhador o adicional de 30% sobre seu salário, calculados sem as incorporações resultantes de gratificações e prêmios.

Na hipótese de a pessoa trabalhar sob o sol sem qualquer tipo de proteção adequada, a atividade será considerada insalubre, e dará ao empregado o direito de receber adicional de 10%, 20 ou 40%, de acordo com o nível de dano causado à saúde do trabalhador. Tanto o adicional de insalubridade como o de penosidade serão suspensos, prevê o projeto, quando cessar o risco à saúde ou à integridade física do trabalhador.

"Nosso projeto de lei visa, em especial, proteger os sacrificados trabalhadores da construção civil, os quais de sol a sol trabalham para sustentar suas famílias por salários exíguos e com baixíssima proteção, dado o desprezo que lhes devota o Poder Público", disse Serys Slhessarenko, ao justificar a proposta.

A proposta - que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei nº 5.452/43) - teve base em projeto do então deputado Ivo José. Serys ressalta que os raios solares são responsáveis pelo câncer de pele, que é o tipo de câncer com maior incidência no Brasil.

De acordo com estudo de 2002 do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele (PNCCP), da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBO), 69,2% dos acometidos com a doença estavam inseridos no fator de risco ""exposição ao sol sem proteção"". Serys Slhessarenko observa que a falta de legislação específica impede que os trabalhadores sejam protegidos, apesar de a comunidade médica ser unânime quanto aos prejuízos provocados pela exposição excessiva ao sol.

Data: 12/02/2010 / Fonte: Agência Senado

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Problemas com EPI podem ser causa de morte de operário

Um operário morreu após sofrer acidente no canteiro de obras do Hospital Dom Hélder Câmara (Metropolitano Sul), no Cabo de Santo Agostinho, na tarde do dia 20 de janeiro. Segundo testemunhas, Francisco Aristeu Júnior, de 38 anos, realizava um serviço de solda em um tanque de água a 30 metros do chão, quando sofreu uma queda. Com múltiplas fraturas pelo corpo, o trabalhador chegou a ser socorrido para o Hospital Mendo Sampaio, mas já chegou sem vida ao centro médico.
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Mobiliário de Ipojuca e do Litoral Sul (Sintraincom) denunciam que houve problemas com equipamento de segurança e prometeram acionar a empresa responsável.
"Este é o terceiro acidente que acontece no Dom Hélder de novembro para cá. Nos outros dois, os operários só tiveram ferimentos leves, mas a causa também foi falha no cinto de segurança. Amanhã protocolaremos um documento na delegacia do trabalho para que uma perícia seja realizada no equipamento. Pelo que levantamos até agora, ele estava a 30 metros de altura e o cinto partiu. Isso é inaceitável. Também entraremos com uma ação para que a família seja indenizada", declarou o presidente do Sintraincom, Israel Domiciano. O representante do sindicato prometeu realizar uma mobilização em frente ao hospital, durante a manhã de hoje, para chamar atenção para o caso.
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Pernambuco (SRTE-PE) informou, através da assessoria, que até o início da noite não havia tomado conhecimento do acidente, mas que mandaria uma equipe ao local para iniciar investigação sobre as causas do acidente. Já a Schahin Engenharia, responsável pela obra, divulgou nota lamentando o acidente. O texto diz que a empresa empregará todos os esforços para analisar as causas do ocorrido e oferecerá à família todo o apoio necessário. O governo do Estado não se pronunciou sobre o assunto.

Data: 21/01/2010 / Fonte: Jornal do Commercio

MPT manda embargar as obras do Hospital Dom Hélder Câmara




As obras foram embargadas após a divulgação do laudo técnico realizado por dois auditores da Superintendência Regional do MPT
As obras do Hospital Metropolitano Sul Dom Hélder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), foram embargadas após a divulgação do laudo técnico, na tarde desta quinta-feira (21), realizado por dois auditores da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho. Graves irregularidades foram constatadas. A principal diz respeito às proteções coletivas, andaimes e no elevador, com problemas de manutenção. O laudo foi encaminhado para a chefe de Segurança da Superintendência Regional, Simones Holmes.

De acordo com o chefe de fiscalização do Ministério do Trabalho, Jefferson Lins, a partir de segunda-feira a empresa será obrigada a apresentar documentos sobre a segurança e contratação dos trabalhadores. Os fiscais decidiram interditar a construção do hospital por tempo indeterminado.

A vistoria foi realizada após a morte do trabalhador Francisco Aristeu Júnior, 38 anos. Ele estava realizando serviço de solda em tanque de água, que estava a 15 metros do chão, quando despencou. Ele chegou a ser socorrido no Hospital Mendo Sampaio, no Cabo de Santo Agostinho, mas não resistiu.

Esse foi o terceiro acidente que ocorreu nas obras do hospital, desde novembro de 2009. Mais de mil pessoas trabalham na construção do Hospital Dom Helder Câmara e a previsão do Governo do Estado é de que o prédio seja inaugurado até o mês de maio.

DEFESA
Francisco Aristeu Júnior era empregado da Schahin Engenharia, responsável pela obra. A empresa informou que está analisando as causas do acidente e que vai dar o apoio necessário à família do operário.

A Schahin Engenharia informou que segue padrões rígidos de segurança e saúde ocupacional dentro das normas. Sobre a qualidade dos equipamentos de proteção individual, inclusive o cinto de segurança, a empresa afirmou que todos são adequados ao uso e apresentam certificado de aprovação do ministério do trabalho e emprego. Quanto à marquise que teria desabado, a empresa diz que se trata de um problema operacional, sem comprometimento da estrutura.

A empresa acrescentou ainda que todos os componentes para a construção, como parafusos, foram devidamente dimensionados por profissional habilitado de acordo com o previsto em projeto. A construtora informou também que está apurando as denúncias e que vai adotar as medidas necessárias para resolver o que for preciso.

Data: 21/01/2010 / Fonte: pe360

Para refletir

A vida é uma escola, e o professor é o mundo