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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Técnico(a) em Segurança do Trabalho

Metodologia utilizada para obtenção dos resultados
O módulo de Estatísticas de Cargos e Salários da Curriculum.com.br tem como objetivo fornecer uma referência salarial tanto para os profissionais como para as empresas, procurando refletir a realidade do mercado, tomando por base os dados contidos nos currículos dos profissionais cadastrados em nosso sistema.
Acreditamos que este módulo fornecerá números cada vez mais precisos, pois a base de amostragem cresce a cada dia, devido às inserções diárias e às atualizações constantes dos currículos já cadastrados. Deste modo, os resultados oferecidos estarão cada vez mais próximos da realidade, minimizando possíveis disparidades geradas pelos valores máximos e mínimos que também são levados em consideração no cálculo das médias salariais.
Por outro lado, como tais resultados são obtidos diretamente dos dados inseridos pelos próprios profissionais, a Curriculum.com.br se isenta completamente da responsabilidade sobre os valores salariais aqui demonstrados.
Este módulo fornecerá a média nacional, bem como valores individuais por estado brasileiro, desde que exista um número mínimo de experiências profissionais cadastradas que possibilitem a composição de média do estado. Caso o número mínimo aceitável não seja atingido em nenhum estado, será fornecida apenas a média nacional.
Como é obtido o resultado desta pesquisa.
A Curriculum.com.br administra neste momento 5.752.739 currículos, sendo hoje a maior base de dados de profissionais do Brasil, crescendo numa média de 2.296 currículos ao dia nos últimos seis meses.
Os resultados fornecidos por este módulo são gerados com base neste grande volume de informações, com foco no título do cargo e nos dados de salários fornecidos nas experiências destes profissionais, levando em consideração os seguintes critérios:
  • São utilizados apenas salários com periodicidade mensal;
  • São utilizados apenas salários fornecidos em moeda nacional;
  • São utilizados apenas salários iguais ou superiores ao salário mínimo brasileiro;
  • São utilizados apenas salários de profissionais atualmente empregados ou de até 1 ano atrás;
  • São utilizadas apenas experiências de profissionais que residem no Brasil;
  • Para fornecer maiores informações sobre como o salário médio foi obtido, o campo 'Fonte' exibido nos resultados fornecidos informa a quantidade de experiências e o número de profissionais levados em consideração no cálculo.
Mesmo após tais esclarecimentos sobre a metodologia de obtenção dos resultados fornecidos por este módulo, salientamos que:
  • Os resultados fornecidos por este módulo não foram consolidados segundo a metodologia científica tradicional (moda, média ponderada, 1o quartil, 3o quartil, etc.);
  • Também não foram considerados o porte das empresas, acordos salariais, datas-base de dissídios coletivos nem o conteúdo, a descrição ou a avaliação dos cargos.
Os dados utilizados para compor tais resultados são fruto de uma grande reformulação na estrutura do sistema, ocorrida há alguns meses. Todos os usuários foram informados para que atualizassem seus currículos. Porém, atualizações desta magnitude são graduais. À medida que mais usuários atualizarem seus currículos e novos cadastros forem incluídos, teremos mais dados para compor a média de salários. Com isto, poderemos oferecer informações cada vez mais atualizadas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prevencionistas chamam atenção para realidade dos acidentes de trabalho

Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção
Na manhã do dia 8 de setembro de 2010, os técnicos de montagem Leandro Marques e Roberto Robson perderam a vida enquanto desmontavam uma grua no alto de um prédio de 16 andares em uma construção em Salva­dor, na Bahia. Com a queda do equipamento, ambos ­foram arremessados ao chão e morreram na hora. Uma terceira vítima ficou ferida. Essa não foi a primeira vez que um aci­dente aconteceu nas obras do condomínio de luxo na capital baiana. Em 2008, outro operário faleceu depois de despencar do sétimo andar de um dos prédios em construção. "Neste caso da grua não foram tomadas as medidas necessárias para o seu desmonte", recorda o coordenador de Vigi­lância de Ambientes e Processos de Trabalho do Cesat/BA (Centro de Referência Estadual em Saúde do Traba­lhador), Alexandre Jaco­bina, que acompanhou a investigação do acidente.
Mesmo com todos os esforços de preven­cionistas e do Governo para a redução dos acidentes de trabalho fatais, não é incomum ouvirmos relatos de óbitos de trabalhadores. Em especial, na construção civil, um dos setores que lidera, ao lado do transporte rodoviário de cargas, as estatísticas de acidentes fatais no País. Nas próximas páginas você vai acompanhar uma análise sobre os dados que envolvem óbitos de trabalhadores brasileiros, conhecer os fatores que provocam ocorrências dessa natureza e entender os motivos que teriam influenciado, de ­acordo com as estatísticas, a redução dos acidentes fatais. Alguns prevencionistas arriscam apostar que os números são o reflexo do esforço do poder público e das empresas em benefício da segurança dos trabalhadores. Outros preferem deixar o otimismo de lado, chamando a atenção para as subnotificações desses casos quando as mortes ocorrem na informalidade, o que poderia descortinar um no­vo cenário dessas ocorrências.
No Brasil, a realidade dos acidentes de trabalho é conhecida através da notificação à Previdência Social e feita a partir da parcela da população trabalhadora coberta pelo SAT (Seguro de Acidentes de Traba­lho), a qual corresponde, conforme dados de 2008, a 34% da população ocupada. Estão excluídas dessas esta­tís­ticas trabalhadores autônomos, domésticos, fun­cionários públicos estatutários, su­bempregados, trabalhadores rurais, en­tre outros. Desde 1970, é possível consta­tar a diminuição da mortalidade por a­ci­dentes do trabalho no País. A taxa reduziu, entre 1970 e 2009, de 31 para seis óbitos por 100 mil trabalhadores segurados.
Ainda de acordo com os últimos números da Previdência, o ano de 2009 registrou 2.496 óbitos de trabalhadores, ante as 2.817 mortes registradas em 2008 em diversos setores de atividades, representando uma diminuição de 11,4% nos óbitos. O maior percentual de mortes em 2009 foi registrado nos segmentos econô­micos de transporte rodoviário de cargas e indústria da construção. Juntos, os dois ­setores concentraram o maior número de mortes (28%) e de incapacidades permanentes (18%) relacionadas ao trabalho.
Redução
Sobre a redução de 11,4% dos acidentes fatais laborais em 2009 em relação ao ano anterior, os prevencionistas apontam alguns fatores que podem ter contribuído para esta diminuição. O Gerente Executivo de Saúde do Departamento Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), Fer­nando Coelho Neto chama a atenção para o fato de que os casos de óbitos decorrentes de acidentes de trabalho já vêm caindo há alguns anos e atribui este resul­tado a maior ação dos diferentes atores sociais. "A exemplo do governo, que hoje conta com ações muito mais integradas en­tre os Ministérios, dos representantes de trabalhadores, que estão mais organizados e preparados para a negociação no fó­rum tripartite, e aos empresários, que tem mudado sua visão, percebendo que as questões de SST impactam no seu negócio", opina.
Para o tecnologista e assessor da Diretoria Técnica da Fundacentro em São Paulo, José Damásio Aquino, a ­explicação para esse fato, além das melhorias nas con­dições, pode ser atribuída ao aumento da formalização dos traba­lhadores. "Quanto maior o número médio de vínculos, com o número de óbitos constante, menor será a taxa de mortalidade. Analisando os dados de óbitos, observamos que os números não apresentam grande variação no período. O que apresenta variação é o total de vínculos. Isso reflete o esforço do governo de forma­liza­ção dos trabalhadores, isto é, o registro em carteira, que permite que o trabalhador passe a ser segurado do INSS e entre nas esta­tísticas", explica. Já o médico do ­Trabalho e Auditor Fiscal do Trabalho da SRTE/SE, Paulo Sérgio de Andrade Conceição ressalta, porém, que estes números não devem ser analisados isoladamente, mas num contexto de uma série histórica. "Devemos observar a continuidade destas estatísticas para verificar se o que ­ocorreu em 2009 foi apenas uma redução pon­tual ou se vai se configurar uma tendência de redução dos acidentes fatais, como almejamos", pontua.
Confira a reportagem na íntegra na Edição 229 da Revista Proteção.



Data: 11/01/2011 / Fonte: Revista Proteção

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Acidente com grua mata dois operários em condomínio de luxo em Salvador

Dois operários morreram na manhã de quarta-feira (08) após a queda de uma grua no canteiro de obras da construção do condomínio Le Parc, na Avenida Paralela em Salvador. Segundo informações do diretor de Saúde do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção (Sintracom-BA), Erisvaldo Pereira, um trabalhador sobreviveu e ficou preso sob as ferragens, mas já foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU. Ele tentou correr quando o equipamento caía e quebrou uma das pernas.

Um dos mortos foi identificado como Leandro Marques e reconhecido pelo pai e pela esposa que estiveram no local do acidente. A outra vítima ainda não teve a identidade confirmada pelo sindicato. Agentes da Polícia Técnica foram ao local realizar o levantamento cadavérico para confirmação das causas das mortes e para esclarecer como o acidente aconteceu. O Le Parc está sendo construído pela Incorporadora Cyrella em parceria com a Construtora Andrade Mendonça e a JG Construções. A previsão de entrega é em abril de 2011.

Fonte: EuTrabalhoSeguro.com

Instalação sanitária

Imagem: www.foconaobra.pr.gov.br
Instalação sanitária é o local destinado ao asseio corporal e/ou ao atendimento das necessidades fisiológicas de excreção. As instalações sanitárias devem:

• Ser mantidas em perfeito estado de conservação e higiene;
• Ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construídas de modo a manter o resguardo conveniente;
• Ter paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira;
• Ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento anti-derrapante;
• Não pode ser próximo à área de refeição;
• Ser independentes para homens e mulheres, quando necessário;
• Ter ventilação e iluminação adequados;
• Ter instalações elétricas protegidas;
• Ter pé direito mínimo de 2,50m.
• A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção de I conjunto para cada grupo de 20 trabalhadores, bem como um chuveiro, na proporção de 1 unidade para cada grupo de 10 trabalhadores.
• Os lavatórios podem ser individuais ou coletivos; possuir torneira;
• Ter revestimento interno impermeável; dispor de lixeiras.
• Os vasos sanitários devem ficar em áreas com, no mínimo, 1m²; ser provido de porta com trinco; lixeira; válvula de descarga ( tipo caixa ou automática); Ser ligado à rede geral de esgotos.
• Os mictórios podem ser individuais ou coletivos; ser providos de descarga provocada ou automática; ser ligado à rede de esgoto.
• Os chuveiro devem ter uma área mínima de utilização de 0,80m²; com piso anti-derrapante; com suporte para sabonete e cabide para toalha.

Resolução determina uso de álcool gel nos hospitais do país

Ilustração: Beto Soares / Revista Proteção
Resolução determina uso de álcool gel nos hospitais do país
Data: 26/10/2010 / Fonte: Agência Brasil e Anvisa

O Diário Oficial da União publica em 26 de outubro a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o país. A medida é considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) .

O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir de hoje, para o cumprimento. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos.

A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória também nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios. Vai valer também para os serviços de atendimento móvel e nos locais onde forem realizados quaisquer procedimentos invasivos.

Higienização

No dia 15 de outubro foi comemorado o Dia Mundial de Higienização das Mãos. A Anvisa buscou mobilizar os serviços de saúde, para que participem desse esforço mundial com o objetivo de aumentar a adesão dos profissionais de saúde à prática. A comemoração global visa a uma maior conscientização de profissionais de saúde, governos, gestores e administradores hospitalares sobre a importância da higienização das mãos.

A medida é considerada a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções nos serviços de saúde. A higienização das mãos deve ser realizada pelos profissionais de saúde, à beira do leito do paciente, nos seguintes momentos: antes e após contato com o paciente, antes da realização de procedimentos invasivos, após risco de exposição a fluidos corporais e após contato com superfícies próximas ao paciente. As mãos podem ser higienizadas, preferencialmente, com preparações alcoólicas para as mãos (sob a forma líquida, gel, espuma e outras) ou com água e sabonete líquido, lembrando que todos os produtos devem estar devidamente regularizados na Anvisa.

Para refletir

A vida é uma escola, e o professor é o mundo